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domingo, 29 de julho de 2012


 Maquiagem tem idade?

 
Criança também pode se maquiar?

É isso mesmo, a garotada tomou conta dos blog de beleza. É muito fácil encontrar pela net, vídeos com tutoriais de meninas bem novinhas, usando maquiagem e ensinando truques de beleza, mas até onde isso é bonito, engraçadinho e interessante? Será que traz algum malefício para essas pessoinhas ainda em fase de crescimento?
A maioria de nós lembra daqueles famosos brilhos labiais em formato de morango, ou ainda os batons ultra fixadores de nossas mães que vez por outra, tínhamos acesso. Era a minha alegria poder ter um daqueles brilhos. À medida que fui crescendo, comecei a usar os glosses da Avon, os famosos de menta, morango e tuti-frutti, quem nunca?
Hoje o caso é outro. Hoje meninas de 12, 8, 6 anos já usam MAC, Sephora, Urban Decay e ainda sabem diferenciar que marca é a melhor e explicar o porquê da lógica abordada. 
A título de exemplo, a alguns meses percebi que tinha uma seguidora bem novinha e fui verificar, qual o real interesse dela no meu blog e até imaginei que ela também deveria ter um blog, pequeno, simples, onde ela partilhava as as maquiagens de menina. Tomei um grande susto ao ver um blog muito bem organizado por uma criança de 12 anos que usa Sephora, Vichy, CHANEL e outras marcas famosas que ela mesmo compra nas viagens que faz ao exterior com os pais, ou ainda, quando recebe de presente.

 


Pesquisando sobre o tema na internet vi alguns relatos em site e blogs como esse:
"Com uma filha em cada mão, a publicitária Michele Laveder conta que as duas meninas não procuram mais a gaveta de maquiagem que ela mantém no banheiro de casa. “Elas têm a [gaveta] delas e eu, a minha”, afirma a publicitária."
"Giulia e Catherine tem sete anos e cinco anos, respectivamente -e dois estojos de maquiagem cada uma. “Não tem como controlar, é da vaidade da mulher”, diz Laveder."
"Catherine, 5, não se faz de rogada. Em casa, ela já tem duas nécessaires cheias de todo tipo de maquiagem. Até lápis e delineador a garota usa."

São meninas de 5, 8, 10 anos com necessaires de maquiagem meu povo. Elas usam delineador e rímel.

 


Pesquisei também sobre o que a Agência de Vigilância Sanitária pensa sobre o uso continuo de maquiagens por essas garotas e a Anvisa alerta sobre risco de alergia.

“A criança pode estar sujeita a produtos altamente irritantes”, diz Érica Costa, da gerência de cosméticos da Anvisa. O órgão criou, em 2001, uma resolução que define que tipo de maquiagem pode ser comercializada para crianças (desde que cumpridos os testes de segurança, como sensibilização e alergias). “Mas a gente já sente a necessidade de atualizar a norma, para incluir produtos como sombra”, diz Costa.
A Anvisa não informa quantas marcas de maquiagem infantil têm registros de comercialização no Brasil. Mas “o mercado é tão promissor que já tem microempresas solicitando registro”, diz Costa. Ela alerta: “Toda maquiagem, para criança ou adulto, pode causar alergias, porque tem corantes.”
Quem entende de pele concorda. “A pele da criança é muito fina, e a superfície corporal menor”, alerta Rubens Leite, presidente do departamento científico de dermatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Ele alerta: a maquiagem infantil é um assunto pouco explorado no que se refere a complicações futuras. “Mesmo em pequenas quantidades, as substâncias básicas da maquiagem são mais facilmente absorvidas, o que pode causar alergias a longo prazo”, diz Leite. “Até que ponto essas substâncias são seguras? Não sabemos.” Daí o conselho: “não use”.

O meu objetivo aqui não é dizer o que deve e o que não deve ser feito por essas garotinhas e sim que cada um analise, o melhor para pessoas que ainda estão em fase de formação. O jornal Folha de São Paulo, entrevistou uma psicanalista que alertou que esse estímulo na verdade, é dado pelos próprios pais.

“A maquiagem acaba virando o prolongamento do ego da criança”, afirma a psicanalista especialista em neuropsicologia infantil, Ana Olmos. “Quando a mãe diz: “ai que bonitinha”, acentua na menina a idéia de que, para estar completa,ela precisa daquilo“. Olmos vê risco de “erotização precoce” no uso de maquiagem infantil.
Uma pergunta muito interessantes feita pelo jornal foi: O que isso pode acarretar na personalidade da menina, a longo prazo?
A psicanalista Ana Olmos respondeu que a criança acaba se acostumando a pensar que tem que se pintar de acordo com a moda. A longo prazo, elas se acostumam a ter tudo, a trocar de produtos, a não dar valor para nada. A sensação de satisfação com o próprio corpo vai diminuindo, quanto mais elas podem comprar toda a maquiagem que houver.

Percebi com essa pesquisa que sim, isso pode afetar a personalidade de nossas meninas, mas e vocês, o que pensam a respeito?
Acham que é tudo um exagero por parte dos profissionais, acreditam que as crianças, precisam mesmo ter todo esse conhecimento de maquiagem e saírem por ai enfeitadinhas como nós, já adultas? 
Deixem suas opiniões. Espero que tenham gostado do post, eu curti muito pesquisar sobre o assunto.

FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO, Google
Fotos: Google

terça-feira, 24 de julho de 2012

Dicas de livros essenciais para adolescentes

Dicas de livros essenciais para adolescentesCom a era da tecnologia  muitas pessoas, especialement os maisjovens como os adolescentes não pensam em outra coisa a não ser falar em celular, mexer em programas no computador e ouvir musicas naqueles aparelinhos cada vez mais sofisticados. Assim, o hábito da leitura acaba sendo deixado para trás, o que é um erro enorme. Pois, todas as pessoas necessitam exercitar a leitura, especialmente os adolescentes que se encontram em um período de transformações, descobertas e dúvidas. É por conta disso que iremos indicar alguns livros essenciais para adolescentes. Anote aí e vá correndo a biblioteca mais próxima de você para ter acesso a esses grandes livros apropriados para a idade.
Indicação do cineasta Fernando Meirelles é para o livro O Apanhador nos Campos de Centeio, de Jd. Salinger. É uma obra que fala sobre os sentimentos na adolescência, revoltas, bebidas, poesia e tudo mais que envolve esse mundo tão complexo. O prórpio cineasta admite ter lido o livro no tempo da escola e afirma ser uma leitura bem marcante, que desperta em nós a vontade de ler cada vez mais.
Segundo o escritor Moacyr Scliar um livro que também não pode faltar na estante de um adolescente é Capitães de Areia, de Jorge Amado. Scliar diz que é uma história bastante comovente, que se divide entre a inocência da infância e a crueza do mundo dos adultos. É outro livro que os jovens deveriam ler.
Outro exemplo de ótima literatura para os adolescentes é Contos Novos, de Mario de Andrade. Este é indicado pelo bibliófilo José Mindlin. O autor dessa obra nos apresenta o aprimoramento do modernismo, preservando a expressividade da linguagem brasileira.
Esses são apenas alguns da diversidade de livros que os jovens e adolescentes deveriam ler para assim, estarem aprimorando seuconhecimento.

sábado, 14 de julho de 2012

Como lidar com o namoro dos filhos


Saiba o que os especialistas recomendam que você faça quando seu filho ou filha começar um namoroFoto: Getty ImagesParece que foi ontem: você trocava a fralda de sua filha, carregava ela no colo... Ia jogar bola com o garotão. Pois eis que um dia eles aparecem com seus namoradinhos. 


É só depois desse susto que muitos pais se dão conta de que aquela sua ''criancinha'' cresceu. Rápido demais, talvez, mas a partir daí surgem dúvidas. Muitas. E que precisam de respostas urgentes e precisas. 

Antes de se descabelar em preocupações, entenda o que são as tais mudanças que ocorrem com os pré-adolescentes e aprenda, com a ajuda de psicólogos, como lidar com elas. 


E se o jovem passar a ter problemas na escola? 
Quando os adolescentes se apaixonam, costumam achar que podem viver só de amor. É uma crença romântica, típica de quem acha que vai viver assim para o resto da vida. Por causa disso, algumas vezes a paixão provoca falta de atenção. O garoto pensa tanto na namorada que isso acaba prejudicando suas notas. Faça-o entender que o importante é o seu desempenho no colégio. A melhor solução é ter paciência, em vez de puni-lo - o que pode levá-lo a associar o castigo ao estudo. Procure estabelecer trocas: quando tiver prova, ele deve prometer que vai estudar no dia anterior. 


Existe idade ideal para começar a namorar? 
Não existe uma idade certa. Cada um desperta para o amor a seu tempo. Mas essa iniciação está ocorrendo cada vez mais cedo. ''Minhas irmãs deram o primeiro beijo aos 11 anos'', conta a paulista Amanda Passucci, que se apaixonou pela primeira vez aos 12. Essa precocidade já é um costume e, apesar de não ser nociva, inspira alguns cuidados. ''Você pode até se assustar se sua filha pré-adolescente largar as bonecas e engatar um relacionamento, mas certamente é porque a família abriu, de alguma forma, espaço para isso'', avalia o psicólogo Carlos Eduardo Carvalho Freire, da PUC-SP. O que se precisa, aí sim, é ficar atenta se o relacionamento tomar rumos que possam prejudicar os jovens. Do contrário, tudo bem. 


O namorado não é uma boa influência. e agora? 
Se você souber que a índole do namoradinho pode colocar a saúde de sua filha em risco, alerte-a. Se tiver provas de que o garoto usa drogas ou não é um bom exemplo, precisa dizer. Às vezes, para evitar uma briga, as mães preferem fingir que nada aconteceu. Porém, essa omissão não ajuda em nada. Converse com calma com sua filha e tente explicar os motivos da sua insatisfação. Deixe claro que sua atitude, muito mais do que uma forma de controlar a jovem, está ligada aos princípios e valores da família, que são muito importantes. 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Como criar um filho único

Hoje em dia pais com mais de quatro filhos é raridade!Aliás, casais com quatro filhos já são considerados extremamente corajosos, diga – se de passagem …O motivo de alguns casais ainda “optarem” por essa quantidade de filhos, se deve à religião, ou à ignorância sobre métodos anticoncepcionais.Mas a cultura do Brasil vem mudando desde 1990, quando a estimativa era de uma em cada dez mães terem apenas um filho.Em 2007 o índice pulou para uma em cada três, segundo fonte IBGE.
Se você é um desses casais moderninhos e conscientes, aproveitem as nossas dicas de como criar e educar um filho único, para que o principizinho ou princesinha não se transformem nos vilões tiranos do seu conto de fadas.
Deixe claro sua opção:
A criança precisa saber que ter um único filho foi uma opção do casal, que pensou em proporcionar conforto e educação satisfatórios ao novo membro da família.Exemplificar e expllicar o motivo da escolha nunca será demais, principalmente se a criança questionar muito sobre o assunto.
Só tome cuidado para não fazer com que pareça que o seu filho é o centro do mundo, ele pode se aproveitar dessa situação. Mas, questionamentos são saudáveis, é sinal de que a criança está interessada, e sendo assim, absorverá melhor o assunto.Aproveite bem esses momentos.
Cuidado com a atenção em excesso
Devemos atenção a nossos filhos, faz parte de uma boa educação, o que não quer dizer que todos os seus desejos devão ser satisfeitos!É importante não ceder a apelos chantajosos, ou com intenção caprichosa, assim você acabará escrava, enquanto ensina a seu filho o quanto o mundo lhe “deve”.
Pense que um dia ele não poderá mais depender de você pra tudo, e que o mundo não existe para servi – lo, se não estiver preparado, certamente irá sofrer.
Pedir ao filho único que lave as próprias meias, pratos e arrume a própria cama, não são apenas deveres de mães com mais de um filho, são deveres de todos, mesmo que com apenas um filho você tenha tempo de sobra para realizar o trabalho, é assim que se ensina autonomia às crianças.
Permita que seu filho tenha a própria idade
Já reparou como filhos únicos geralmente são mais adultos que a maioria das crianças da sua idade?Pois não se orgulhe disso!Crianças têm o direito de viver a própria idade!
Permita que seu filho brinque com o vizinho e tenha amigos que frequentem a sua casa, um animal de estimação também ajuda no relacionamento com outras pessoas.Programas de adulto, são como o próprio nome diz : “…para adultos”.Portanto quando for a um jantar de amigos, deixem o filho na casa de um coleguinha, ou com os primos.
Mimos e presentes
Querer dar ao filho tudo aquilo que você não teve, não é errado, desde que seja na hora certa.Evite acostuma – lo mal, permitindo que tenha tudo o que deseja na hora e da forma que ele quer.Esperar o aniversário, ou Natal para ganahr presentes não mata ninguém!
Sensíveis demais
Filhos únicos não convivem com quem possam disputar presentes, e não passam por situações de atritos comuns a idade das crianças, como quando se tem irmãos, e sendo assim, podem ser mais sensíveis que outras crianças, e chorar ou se magoar desnecessariamente.
Estejam atentos papais e mamães, para que não superprotejam seus filhos em casos de desentendimentos, eles voltam a se relacionar como se nada houvesse acontecido, e vocês acabam pagando pastelão.
Ninguém é perfeito
Entenda que, por mais que você tenha tempo e dedicação para ensinar e acompanhar o seu fillho único, ele não deve ter a menor obrigadação de ser perfeito.
Muitos pais de filhos únicos tendem a pressionar a criança devido às suas próprias inseguranças, e lhes cobram a educação, o tempo e a própria opção por um único filho, como se a criança tivesse a obrigação de corresponder às suas escolhas e conceitos, exatamente como o planejado.
Não se espelhe no seu filho
A criança que hoje depende das escolhas da mãe, precisa ser preparada para seguir o próprio caminho, (que não é o seu), e consequentemente fazer as próprias escolhas.
Procure evitar que a frustração de não ter sido uma grande bailarina, ou um astro do futebol, acabe interferindo nos verdadeiros sonhos do seu filho.
A taxa de fecundidade mundial nunca esteve tão baixa, atualmente o Brasil se iguala aos EU, com 2,0 de famílias que optam por um único filho.A previsão é que entre 2025 e 2030 a taxa deva cair para 1,5.

domingo, 1 de abril de 2012

Como preparar sua filha para a menarca


Como preparar sua filha para a primeira menstruação

      A puberdade é uma época de muitas mudanças. Para as meninas, um evento determinante de seu desenvolvimento é a menarca, que é definida como “a primeira menstruação”.
      A MENARCA pode ser estressante para as meninas e muitas vezes vem acompanhada de um misto de emoções. Assim como muitas outras mudanças que ocorrem na puberdade, a primeira menstruação pode deixá-las confusas. Muitas sentem medo ou ansiedade. Isso ocorre principalmente por causa de informações erradas ou, o que é mais comum, pela falta de informações.
      As meninas que estão preparadas para a menarca em geral têm uma experiência mais positiva quando ela ocorre. Mas estudos indicam que muitas delas não estão preparadas. Numa pesquisa que abrangeu 23 países, quase um terço das entrevistadas disseram que não tinham sido orientadas a respeito da primeira menstruação antes de ela acontecer. Apanhadas de surpresa, as meninas não sabiam o que fazer.
Algumas das experiências mais negativas foram relatadas por mulheres que não tinham recebido nenhuma orientação sobre menstruação. Em certo estudo, mulheres usaram palavras como “pânico”, “traumática”, “embaraçosa” e “assustadora” ao se referir à primeira menstruação.
      Ver sangue em geral assusta as pessoas, visto que normalmente sangramento é associado a dor ou ferimentos. Assim, não é de admirar que padrões culturais, mitos ou até a simples ignorância façam com que alguém, se não tiver sido orientado e preparado, associe incorretamente menstruação a doença, ferimento ou algo vergonhoso.
      Sua filha precisa saber que o sangramento menstrual é um processo normal que ocorre com todas as meninas saudáveis. Como mãe, ou pai, você pode aliviar sentimentos de medo e ansiedade que ela talvez tenha. Como?
O papel dos pais é essencial
      Há muitas fontes de informações sobre menstruação, tais como professores, profissionais da saúde, matéria impressa e até vídeos educativos. Muitos pais acham que essas fontes em geral dão informações valiosas sobre a fisiologia da menstruação e sobre a higiene pessoal relacionada a ela. Mas as meninas talvez tenham algumas dúvidas e necessidades que não são abordadas por essas fontes. Mesmo que saibam o que fazer quando menstruarem, elas em geral não têm certeza sobre como lidar com as várias emoções e sentimentos associados à menstruação.
      Avós, irmãs mais velhas e principalmente a mãe podem ajudar dando  as informações adicionais e o apoio emocional de que as meninas precisam. É mais comum elas considerarem a mãe como a fonte mais importante de informações sobre menstruação.
      Que dizer do pai? Muitas meninas sentem-se envergonhadas de falar com o pai sobre o assunto. Algumas esperam que ele participe indiretamente, dando apoio e compreensão; outras preferem que ele não se envolva.
      Em muitos países, o número de homens que criam os filhos sozinhos aumentou nas últimas décadas. Assim, um número cada vez maior de pais precisará estar à altura do desafio de orientar suas filhas a respeito da menstruação. Esses pais precisarão estar a par das informações básicas sobre menstruação e também sobre outras mudanças físicas e emocionais pelas quais suas filhas passarão. Talvez o pai nessa situação possa recorrer à sua própria mãe ou irmã a fim de receber conselhos e ajuda no assunto.
Quando começar a falar sobre o assunto
      Nos países industrializados, como os Estados Unidos, a Coréia do Sul e partes da Europa Ocidental, a idade média para o início da menstruação é entre 12 e 13 anos, embora ela possa ocorrer a partir dos 8 anos ou apenas aos 16 ou 17 anos. Em partes da África e da Ásia, a idade média para o início da menstruação tende a ser mais alta. Por exemplo, na Nigéria, a idade média é 15 anos. Vários fatores como genética, situação econômica, alimentação, atividades físicas e altitude podem afetar a idade do início da menstruação.
É melhor começar a orientar sua filha antes da primeira menstruação. Assim, as conversas a respeito de mudanças no corpo e menstruação podem ser iniciadas quando ela tiver cerca de 8 anos. Talvez você ache isso muito cedo, mas se sua filha tiver entre 8 e 10 anos, é provável que seu corpo já esteja se desenvolvendo internamente devido ao aumento dos níveis hormonais. Você perceberá mudanças físicas externas relacionadas à puberdade, como desenvolvimento dos seios e aparecimento de pêlos. A maioria das meninas passa por um rápido aumento de peso e altura pouco antes da menarca.
Como falar sobre o assunto
      As meninas que estão se aproximando da época da primeira menstruação geralmente querem saber o que esperar. É provável que já tenham ouvido outras meninas na escola conversar sobre o assunto. Elas têm dúvidas, mas muitas não sabem exatamente como fazer as perguntas. Talvez tenham vergonha do assunto.
      O mesmo ocorre com os pais. Embora as mães em geral sejam a principal fonte de informações sobre menstruação, muitas vezes não se sentem bem preparadas e têm vergonha de falar sobre isso. Talvez você se sinta assim. Então, como iniciar uma conversa sobre menarca e menstruação com sua filha?
      Meninas pré-adolescentes que estão chegando na idade da menarca provavelmente entendam informações simples e concretas. Essas explicações podem incluir a freqüência da menstruação, quanto tempo dura e quanto sangue é perdido. Por isso, no início, talvez seja melhor concentrar-se em aspectos práticos e imediatos sobre como lidar com a menstruação. Além disso, você talvez tenha de responder perguntas como: “O que vou sentir?” ou “Como vai ser?”
      Depois, talvez queira conversar sobre detalhes da fisiologia da menstruação. Às vezes, é possível conseguir material educativo com profissionais da área da saúde, ou em bibliotecas e livrarias. Essas obras de referência podem ajudar a explicar detalhes sobre o assunto. Algumas meninas talvez prefiram ler sozinhas esses materiais. Outras talvez se sintam à vontade se você as ler com elas.
      Escolha um lugar tranqüilo para conversar. Comece considerando aspectos simples sobre crescer e amadurecer. Talvez possa dizer: “Logo vai acontecer com você algo muito normal, que acontece com todas as meninas. Sabe o que é?” Ou a mãe talvez possa iniciar a conversa falando sobre si mesma, como por exemplo: “Quando eu tinha a sua idade, comecei a me perguntar como seria menstruar. Eu conversava sobre isso com as minhas amigas na escola. Suas amigas já começaram a falar desse assunto?” Descubra o que sua filha já sabe sobre menstruação e corrija possíveis conceitos errados que ela tenha. Nas primeiras conversas, provavelmente só você vai falar; esteja preparada para isso.
      Com certeza também se sentia ansiosa e preocupada com a primeira menstruação e, assim, você pode usar sua própria experiência ao conversar sobre o assunto. O que você precisava saber? O que desejava saber?   Que informações lhe ajudaram? Tente mostrar um modo equilibrado de encarar os aspectos positivos e negativos da menstruação. Esteja disposta a responder perguntas.
Processo contínuo
      Dar orientação sobre menstruação deve ser encarado como um processo contínuo. Você não precisa abordar todos os detalhes numa única conversa. Muita informação de uma só vez talvez seja demais para uma menina. As crianças aprendem em estágios. Também pode ser necessário repetir as informações em ocasiões diferentes. À medida que as meninas crescem, conseguem entender mais detalhes.
      Outro fator é que a atitude delas em relação à menstruação muda durante a adolescência. Quando sua filha tiver mais experiência com os períodos menstruais, provavelmente terá outras preocupações e dúvidas. Assim, você precisa continuar a orientá-la e a responder suas perguntas. Concentre-se no que é mais significativo e apropriado para a idade e a capacidade de sua filha.

Tome a iniciativa
      O que fazer se sua filha não parecer interessada no assunto? Talvez ela hesite em falar sobre questões íntimas. Ou pode ser que precise de tempo para ficar à vontade a ponto de fazer perguntas. Talvez ela até diga que já sabe tudo que precisa saber.
      Numa pesquisa com meninas de uns 11 anos nos Estados Unidos, a maioria se considerava preparada para a menarca. Mas perguntas adicionais mostraram que o seu conhecimento sobre o assunto era incompleto, e que elas acreditavam em vários conceitos errados baseados em estereótipos e mitos culturais. Portanto, mesmo que sua filha diga que já está preparada para a menarca, ainda assim você precisa conversar com ela sobre o assunto.
      Provavelmente, iniciar conversas sobre menstruação, e continuá-las, dependerá de você. Na verdade, isso é sua responsabilidade como pai ou mãe. Embora sua filha talvez não reconheça isso, ela precisa da sua ajuda. Pode ser que você se sinta frustrada e despreparada, mas não desista. Seja paciente. Com o tempo, sua filha com certeza vai entender como seus esforços foram importantes.
COMO CONVERSAR SOBRE MENSTRUAÇÃO COM A SUA FILHA
• Descubra o que ela já sabe. Esclareça os conceitos errados. Certifique-se de que você e ela tenham informações corretas.
• Compartilhe sua experiência. Por relembrar e compartilhar com ela sua experiência, você pode dar o apoio emocional tão necessário para sua filha.
• Dê informações práticas. Algumas dúvidas comuns das meninas são: “E se eu estiver na escola quando tiver minha primeira menstruação?”, “Que produtos preciso usar?”, “Como se usam esses produtos?”
• Apresente as informações de modo simples. Adapte as informações para a idade e a capacidade de sua filha.
• Faça dessa orientação um processo contínuo. Comece a conversar com sua filha sobre o assunto antes da menarca e continue fazendo isso durante o tempo que for necessário, mesmo depois de ela começar a menstruar.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

dicas para pais separados


A união faz a força
Como estreitar os laços e manter a família mais unida



Aquele almoço de domingo com todo mundo comendo junto na mesa, família reunida e feliz. Conforme os filhos crescem, cresce também a autonomia deles e a preocupação dos pais com o enfraquecimento dos laços que unem toda a família. O significado do termo "família unida" mudou conforme o passar dos anos e os dias atuais não pedem mais a união física dos parentes, mas sim a afetiva e emocional.
Alguns representantes da turma com mais de 50 tiveram a oportunidade de presenciar a evolução do significado de união. Para Lygia Santa Maria Ayres, psicóloga e conselheira-presidente do Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRP-RJ), "antigamente, as famílias ficavam juntas, mas não necessariamente unidas. Antes, os casais e os filhos permaneciam juntos por uma série de medos e preconceitos que não existem mais hoje. A união hoje é mais emocional do que física, ela é forte, mais democrática e mais intensa do que antigamente. Hoje, pais podem dizer para os filhos que erraram, podem chorar, podem demonstrar afetos e medos, coisas que antigamente não fazia parte do 'papel' dos pais. Os sentimentos hoje são mais fortes, as pessoas estão mais inteiras".
Apesar de a distância física entre pais e filhos estar aumentando hoje, os laços de união continuam muito importantes para ambos. "A união é muito saudável, muito positiva. As pessoas precisam dessa colaboração, desse coletivo. Antigamente, as mulheres não trabalhavam e exerciam somente o papel de 'mãe'. Quando os filhos saíam de casa, elas perdiam a função. Hoje, quando o filho sai de casa, é um sinal de que ele, apesar de ainda não ter independência financeira, está buscando a própria autonomia. Ele conseguiu se encaminhar, decidir os caminhos que quis seguir", diz Lygia.
Nunca é fácil separar os caminhos entre pais e filhos, mas entender que a separação é importante para reforçar ainda mais a união familiar é o primeiro passo para superar a dor. "Se a relação com os pais for bem estruturada, ela continua forte. Os filhos são para o mundo, não dependem dos pais para lhes dizerem qual caminho seguir. Quando a mulher engravida, imagina o filho com um rostinho e quando nasce, vê que não era nada daquilo que imaginava. E os caminhos que ela imaginou que ele ia seguir também são diferentes. Graças a Deus os filhos não respondem às nossas expectativas, pois seriam muito infelizes. Os pais devem favorecer a autonomia, pois é uma lei natural. É difícil separar num primeiro momento, mas é preciso encarar essa dor como uma coisa saudável, que faz parte", diz a psicóloga.
A união entre pais e filhos é moldada desde a infância, e mesmo que esse laço não tenha sido tão firme desde o início, nunca é tarde para construir uma relação forte e feliz. "Sinceridade, transparência, afeto, democracia, respeito às diferenças, aos caminhos que trilharam. Essas são as chaves que pais e filhos devem atentar para manterem-se unidos mesmo quando a distância espacial os separar", finaliza a especialista.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

6 dicas eficazes para educar os filhos


Dê fim às brigas, ataques de birra e gritaria em casa

Estabeleça Limites

Com paciência, explique aos pequenos quais são as regras que devem ser seguidas dentro e fora de casa. Quando a mãe estabelece que não se pode comer doces antes das refeições, deve-se tomar banho na hora certa e sentar-se à mesa para comer quando ela manda, a criança tende a fazer birra. Nesses momentos, não adianta impor sua vontade pela força. 'Fale com autoridade e amor. Determinação não briga com afeto', diz Cris Poli. Na hora de colocar os limites, é importante que você mantenha as regras até o fim. 'Voltar atrás em uma decisão demonstra falha na autoridade. A criança ficará confusa diante de sua mudança de idéia.'

Preserve

Se você o mandou arrumar os brinquedos mas ele ainda não obedeceu, não desista e nem faça o dever dele. O ideal é insistir na regra umas três ou quatro vezes e repeti-la com paciência, dia após dia.

Estabeleça Limites

Com paciência, explique aos pequenos quais são as regras que devem ser seguidas dentro e fora de casa. Quando a mãe estabelece que não se pode comer doces antes das refeições, deve-se tomar banho na hora certa e sentar-se à mesa para comer quando ela manda, a criança tende a fazer birra. Nesses momentos, não adianta impor sua vontade pela força. 'Fale com autoridade e amor. Determinação não briga com afeto', diz Cris Poli. Na hora de colocar os limites, é importante que você mantenha as regras até o fim. 'Voltar atrás em uma decisão demonstra falha na autoridade. A criança ficará confusa diante de sua mudança de idéia.'

Olhe nos olhos

Com isso, você firma a autoridade e capta. Se você se abaixa e olha nos olhos dela enquanto fala, ela não se distrai. Caso ela desvie o olhar, segure-a pelo rosto com carinho. Ao prestar atenção no que você diz, seu filho absorverá melhor a lição e mudará de atitude mais rápido.

Pode punir sem violência

Se depois de vários dias insistindo ele ainda não cumprir o combinado, pode puni-lo. Primeiro, avise-o da punição, caso ele continue desobediente — para permitir que a criança pense e mude de atitude. Depois, vem o castigo. Se ele não cumprir com as obrigações, pode proibir o videogame, a TV ou algo que ele adore. 'Nunca use violência. Isso deixa marcas negativas na criança. Prefira a disciplina', aconselha a educadora.

Dê prêmio

Além de estipular regras e castigos, também é importante conceder prêmios quando seu filho obedecer e acertar. Reconheça o esforço dele e incentive-o a continuar cumprindo as regras. Faça uma estrela num quadrinho pendurado na geladeira toda vez que ele tiver uma atitude positiva. No final de sete dias, que é o tempo ideal para recompensá-lo, ofereça um prêmio pela disciplina. Pode ser um brinquedo novo, um passeio ou guloseimas. Antes, combine com a própria criança quais os prêmios adequados.

Coloque ele(a) para pensar no que fez

Se o seu filho for pequeno (abaixo de 7 anos), crie o “cantinho da disciplina”. Vale qualquer local da casa, menos o quarto da criança. Nesse local, seu filho deverá permanecer e refletir sobre o que fez. Deixe que ele saia apenas quando reconhecer o erro e pedir desculpas.